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“Anos Dourados” e a importância de viver o agora.

Há duas idades que são consideradas as mais fantásticas: Até os 18 e depois dos 70 “Anos Dourados” o termo…

De imediato digo que minhas próximas palavras serão polêmicas e provavelmente você vai me odiar:

Esse termo foi criado por uma pessoa frustrada e mantida em uso por pessoas que não pensam o seu real significado.

Eu tenho 17 anos, parte da minha crença diz que já vivi 17 anos antes e viverei outros, porém aqui, eu não sei como é ter mais que 17 anos, eu só vivi isso e não me lembro de boa parte dos anos antes dos 8 talvez. Eu estudo cerca de 12 horas por dia para uma prova que está mais perto do que eu quero admitir, eu nunca tive um namorado e sequer um amor recíproco, eu descobri há pouco tempo o que significa ter mais que uma ou duas amigas que retribuem totalmente o carinho que você sente por elas, eu estou me descobrindo um pouquinho por dia e evitando falar de coisas que me deixam chateada depois de cansar de falar sobre elas. Essa sou eu com 17 anos.

E sim, é uma época maravilhosa de se viver, eu estou aprendendo a ser quem quero ser, tenho pessoas fantásticas na minha vida, mas eu passo a maior parte do meu dia estudando aceleração, polinômios, gramática, pteridófitas, vasos condutores….   Estou na fase geral da minha vida e isso é cansativo, simplesmente por não saber um motivo para essa generalidade….

Em toda essa “generalidade” me pego olhando para um pontinho em mim e pensando, sobre nunca ter tido um namorado, por exemplo… Quando vai ser a minha vez?  Sou A ÚNICA garota que nunca namorou?

Todas as fases tem seus lados bons e ruins e normalmente uma pessoa que repete essa frase dos “Anos Dourados” nunca parou para pensar o que está fazendo da vida dele agora, o que está fazendo para adiantar esses “Anos Dourados”, o que faz para dourar o tempo que vive agora.

A vida não é um relógio que nunca para, é uma ampulheta e quando o último grão de areia cair, o que você vai ter feito para viver? Esperar os “Anos Dourados” pode te frustar mais do que ir atrás daquele curso de dança, artesanato, daquela festa, daquela coisinha que você quer agora.

É difícil não se manter estagnado quando todos parecem estar, mas acreditar que você pode é um começo e eu acredito que você pode, como eu, no auge dos meus 17 anos posso, como aquela senhorinha no auge dos 80 pode, qualquer um pode, a vida trouxe novas dificuldades, mas não acho que ela queira acabar agora.

Todos nos outros 17+17+17+17…. serão dourados. Cada um a seu modo.

Se eu pudesse escolher seria diferente, mas pensando a esmo o melhor que faço é ser eu mesmo”.

Escolher. Em Balaio de Gato de Carlos Francovig.

Gabriela Bergamo Esteves

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