Arquitetando Estilos

A arte do Pole Dance

Uma das minhas maiores paixões será o tema do post de hoje: o POLE DANCE!

Com um tema tão diferente dos que já fiz aqui, decidi fazer mais uma coisa de diferente: trouxe minha inspiração para começar o pole dance, que além de tudo, é uma grande amiga, Debora Oliveira <3  para escrever esse post comigo.

Então vamos lá!

O pole dance teve como base o esporte chamado Mallakhamb, praticado, principalmente, pelos homens na Índia, uma espécie de Ioga praticada em um poste de madeira e com cordas.           

Com o tempo, o pole dance se tornou forte entre as burlescas, que através da dança sensual com a barra e simpatia, divertiam as plateias.

Em meados de 1980 a diferenciação entre striptease e poledancing começou, quando a arte chegou aos Estados Unidos e Canadá.

A partir daí, o pole dance começa a ser divulgado como esporte, na busca por construir um espaço de respeito entre as artes. E CHOQUEM (ou não), não só o espaço foi conquistado como junto a ele várias modalidades da arte:

Pole Fitness: É um estilo de pole dance mais focado na tonificação e força muscular. É recomendado para adquirir a força e base inicial para a dança e virou o queridinho das brasileiras nos últimos dois anos.

Pole Art: A forma mais artística e dançada do pole. Seus movimentos exigem extrema força para realização, mas devem ser demonstrados com muita leveza e fluidez.

Exotic Pole: É o pole dance mais sensual realizado com as famosas Pleasers (Sandálias com plataformas e saltos muito altos) com muitos movimentos de pernas realizados também no chão.  

Pole Spin: A barra de pole dance pode ficar giratória e assim todos os movimentos dos dançarinos são realizados enquanto a barra gira. Exige muita força e concentração, mas é um dos tipos de pole dance mais bonitos de ser visto.

Viu? VÁRIAS modalidades, sendo assim, para todos os tipos de pessoas, basta decidir onde você se encaixa melhor. E cá entre nós, uma coisa eu garanto, independente de qual modalidade você se encaixa, todas as partes do corpo são treinadas e fortalecidas. E vai além dos músculos, o fortalecimento acontece também na autoconfiança e autoestima.

Como começou o interesse pelo Pole Dance?

Debora: Conheci o Pole Dance em 2015, quando eu passei por uma desilusão amorosa muito grande que me fez perder 10 kg. O garoto por quem eu era apaixonada guardava amores por outra menina – linda por sinal – que praticava pole dance. Eu, nada boba, comecei a fazer pole para impressioná-lo e para me sentir “à altura” da garota. Se eu estou com ele? Nunca mais o vi na vida, namoro um cara 10 vezes mais gato, atencioso e carinhoso, mas o pole? Esse sim continua na minha vida porque o amor bateu e não foi embora. Vi uma nova Debora nascer cheia de energia, confiança e com uma barra no meio do quarto!!! 

Paola: Como eu disse acima, eu conheci o pole dance através da Debi. Ela falava com tanto amor que, mesmo eu ainda no Canadá, fiquei curiosa para conhecer a arte. Não deu outra, voltei para o Brasil e já fui procurar o Stúdio Metrópole, também indicado por ela. Olha, foi a melhor decisão da minha vida. E não só porque vi diferença no meu corpo, mas porque eu vi uma Paola muito mais confiante e segura de si.

 

Preconceito

Pinterest. Cecilia como nome meramente ilustrativo.

Debora: Não posso dizer que já sofri com preconceito por fazer Pole Dance, pois nunca escutei nada “estranho” de ninguém. O máximo que ouvi bem no início, quando resolvi que ia começar as aulas, foi minha mãe dizer: “Ai filha, paguei 12 anos de ballet clássico para você ir fazer pole dance”, mas ela disse isso na brincadeira, mais assustada pela mudança radical do que com preconceito. Meses depois ela fazia questão de me buscar vez ou outra nas aulas só para poder assistir o finalzinho.

Paola: Quando comecei a treinar, sofri alguns preconceitos (às vezes até hoje), inclusive de pessoas muito próximas e isso me deixava bem triste, cheguei a pensar em desistir. Conversei com as professoras para que me instruísse porque eu não sabia ao certo o porquê disso tudo e nem como agir. Uma delas me falou certa vez que apesar dos nossos esforços em mostrar o quão bonita essa arte é o preconceito irá existir, cabe a nós decidir como isso nos atinge. Carrego isso comigo desde então, respeitando as opiniões, mas com a minha prevalecendo, pois só eu sei o quão bem o pole dance me fez e faz até hoje.

 

Personalidade, confiança e autoestima:

Eu faço Pole Dance. Qual é o seu super poder?

Debora: Depois de anos como bailarina clássica, sofrendo com o padrão do corpo magro e esbelto, conheci uma Debora com orgulho do seu físico com peito, bunda e coxa grossa. Nunca me disseram para eu emagrecer para fazer pole dance, nunca me disseram que aquilo não era pra mim e isso me ganhou. O Pole é para quem quiser. a Debi quis e se renovou! Deixou lá no passado os problemas com a balança e com o espelho e hoje em dia tem orgulho do corpo que tem, das escolhas que fez e da mulher que se tornou. O Pole Dance rasgou meu peito e exibiu pro mundo uma mulher que, apesar de ter tatuado a palavra “delicadeza” nas costas, não abre mão de usar saltão, cílios postiços e de se sentir sensual.

Paola: Descobri uma nova Paola. Descobri que para meu corpo não existe um limite, desde que eu acredite. Movimentos que eu achava impossíveis de serem feitos, a cada aula, estou mais próxima deles. É como uma linha do tempo, você vai crescendo aos poucos, conquistando e se deliciando com isso. A cada passo há o aumento da confiança e da autoestima, porque O desafio é você mesma, o comparativo é você mesma, totalmente diferente de se comparar com alguém que tem um corpo diferente do seu, um metabolismo diferente… Ali é você com você, você se apoia, você se supera, você evolui.

Acredito que essa arte ainda tem muito para evoluir e tenho percebido o aumento pela procura dessa prática. Algumas pessoas me perguntam para saber como é, como fazer a primeira aula, se elas irão cair haha

Se eu posso dar uma dica é: tentem. Porque é como Leonardo Da Vinci disse certa vez:  A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível e eu nunca soube ao certo o que essa frase queria dizer, até que entrei para a arte do Pole Dance.

E você? Já tentou praticar pole dance? Pratica? Tem dúvidas? Deixa aqui nos comentários!

Com um agradecimento especial a minha amiga Debora Oliveira, pela ajuda do post e por dividir aqui um pouco da experiência dela, e também, ao Stúdio Metrópole, juntamente aos musos e musas que lá treinam e que sempre me motivam a buscar cada vez mais o meu melhor, o meu até a próxima! :*

Paola.

Paola Latrônico

Sobre Paola Latrônico

Estudante de Relações Internacionais. São Paulo - Brasil.

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2 comments

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  • Raquel Freita - 12 de março de 2018

    Adorei o post!! Saudades de fazer aula com você.
    Bj

  • Paola Latrônico

    Paola Latrônico - 12 de março de 2018

    Sua linda! estou com mega saudades de fazermos aula juntas tb! Mas já já nossas agendas batem e dará certo! Um bj <3

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