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CASAMENTO SEM SEXO, QUAL CAMINHO SEGUIR?

No início, o sexo era maravilhoso, mas de uns tempos para cá mudou?

Quando falamos em casamento logo surgem comentários a respeito da vida sexual, que a frequência diminui, e em alguns casos, é nula. Quando o casal para de ter sexo surgem algumas dúvidas, e uma delas é se ainda gostam um do outro; e outro questionamento é qual caminho seguir, se não é a hora de romper e cada um ter seu rumo.

Então vamos explanar sobre o assunto.

Não necessariamente o casal precisa romper com o relacionamento quando um deixa de ter vontade para o sexo, relacionando o fato de não amar mais o (a) companheiro (a). Antes de decidir fazer as malas e cair fora é necessário analisar como está o relacionamento fora da cama. Há algumas variáveis que precisamos levar em consideração:

  1. Como está o restante do relacionamento? (comunicação, companheirismo, cumplicidade, afeto, parceria…).
  2. Quanto tempo estão sem fazer sexo? (fazem regularmente, nunca fazem…).
  3. Há um motivo importante para pelo menos uma das partes não ter vontade?
  4. Qual é a importância do sexo na vida de cada um?
  5. Como conversam sobre o assunto SEXO e o problema?
  6. Há uma disposição das duas partes para fazer alguma coisa para melhorar?

Quando falamos sobre motivos para a falta de sexo segue algumas vertentes:

  • Estão transitando por um momento específico que o sexo acaba ficando em segundo plano, sendo impossível ser diferente, como por exemplo os primeiros meses com a chegada de um filho. Este motivo é considerável, e dependendo de como o casal vai lidando com este momento, aos poucos o entrosamento do casal é para melhorar. Mas claro, tudo depende de como as duas pessoas estarão envolvidas em um mesmo propósito, esse resgate da vida sexual. Mas homens, vão com calma, este momento requer muita paciência.
  • Outro contexto é a que estão sem fazer sexo por muito tempo, alguns meses, sendo duas pessoas jovens e saudáveis, identificando ou não um motivo para isto: ALERTA!

Nota-se que a primeira situação temos um motivo que devemos compreender melhor, e deixar algumas cobranças de lado. E na segunda vertente, o alerta é que o casal precisa conversar sobre. Se nada de errado está acontecendo fora da cama, está na hora de sentar e conversar. Quando é feito essa pergunta, se já conversaram sobre o assunto, a resposta muitas vezes é NÃO, geralmente surgem apenas cobranças, e não conversas sobre o que pode estar interferindo nessa ausência de desejo sexual.

Uma das grandes questões da vida sexual se abalar em um casamento, é que dificilmente o “bom de cama” entra como um critério importante para iniciar um casamento. Os critérios utilizados muitas vezes são outros, como bondoso (a), inteligente, transmite confiança, honesto (a), carinhoso (a), trabalhador (a), “de família”, entre outros, deixando de fora aqueles que são relacionados à atração sexual. Logicamente os citados anteriormente são muito importantes, mas este último também deve ser considerado assim, a não ser quando o casal se enquadra em uma assexualidade, ou seja, que não possuem interesse na prática sexual, não dando importância para a atração sexual, e automaticamente não se tornando um conflito para o casal. Mas quando há um conflito, é necessário dar a atenção ao assunto.

Mas, já estou casado (a), e percebo que o outro não me satisfaz tanto na cama como eu gostaria, devo largar? Analise como está o restante do seu casamento, as qualidades da outra pessoa, o que sente por ela, como está a disposição de continuar mesmo a frequência sexual não sendo como almeja, ou se juntos podem lidar com esta situação com a finalidade de melhorar. E para isto, requer expor a insatisfação.

É possível “injetar um fogo” a mais na intimidade do casal, mas para isto os dois precisam seguir com o mesmo propósito, afinal, com tudo podemos nos aprimorar.

Percebo inúmeros erros quando relacionamos sexo e casamento. Muitas vezes o sexo é usado como um instrumento de barganha no casamento, só faz quando quer algo em troca, ou deixa de fazer quando quer de alguma forma “punir” o (a) parceiro (a). O sexo precisa ser vivenciado como uma forma de prazer para as duas partes, e não para ser utilizado como punição ou por obrigação. Quanto mais se faz com outro propósito que fuja de ser prazeroso, o sexo começa a se tornar aversivo, ou seja, cada vez menos mais ter vontade de fazer.

Se preocupar e buscar conversar, dizendo: “Amor, você tem percebido que há 6 meses não fazemos sexo?” possibilita o outro também a identificar um problema, que nem sempre é percebido. Mas não basta apenas identificar, é necessário dialogar sobre o que o casal pode fazer com isso, e procurar ajuda pode ser um caminho para que o casal consiga identificar se realmente não possuem mais sentimento um pelo outro ou apenas não estão dispostos a mudar a situação, e tem o intuito de se separar, como também encontrar outras soluções para melhorar o relacionamento e continuarem juntos. Discutir sobre o assunto, sobre desejo sexual, é um momento também para o casal se conhecerem mais, estreitar a intimidade, e também descobrir se o outro está disposto a resolver a situação em busca de uma vida sexual mais prazerosa.

Ir à um consultório de um psicólogo ou terapeuta sexual não significa que o relacionamento fracassou, mas que querem buscar uma resolução para este conflito, com o objetivo de viverem melhor, sejam juntos ou separados. O que percebo é que em muitas situações o casal continua trilhando juntos este caminho, pois identificam que não era uma mudança do sentimento que inicialmente mantinham-os juntos, mas que ele estava camuflado pela ausência de atração sexual por outros motivos.

Abraços, em especial à todas as mamães pelo dia especial de hoje!

Adriana Visioli

Adriana Visioli

Sobre Adriana Visioli

Psicóloga com especialização em Análise do Comportamento e Terapia Sexual e de Casal.
Cascavel - PR.

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