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Eu, minha casa, meu filho precisamos disso? Consumismo X Educação

Cada vez mais somos engolidos por propagandas e pela falsa necessidade de consumirmos muitos produtos e é LÓGICO que isto se reflete também nos comportamentos dos nossos filhos!

Vídeos que são por eles acessados, bem como os canais de conteúdo infantil são sempre recheados de anúncios encantadores, que como um canto da sereia confirmam ainda mais a necessidade de TER; brinquedos, roupas, jogos, calçados, entre outros. E isto não muda nada quando eles são adolescentes, na realidade só piora, até mesmo porque nesta fase a necessidade de ser aceito por um grupo é emergente, então, o consumismo desmedido se agrava, e muito.

Rubem Alves que era psicanalista, educador e pensador escreveu certa vez que:

A verdade não engravida o desejo. O que engravida o desejo é a beleza!

e entre outros sentidos isto também nos diz sobre o consumismo. Afinal saber questionar o quanto precisamos daquele produto é algo completamente impossível quando nosso desejo foi engravidado pela beleza e pelos encantos daquela propaganda.

Propagandas nos fazem conhecer produtos e nos enganam, não sempre sobre aquilo que ela anuncia, mas sempre sobre seus efeitos em nossa vida. Eu, estou longe, muito longe, de querer aqui fazer algum protesto ou revanche contra elas. Propagandas são lindas, muitas vezes inteligentes, divertidas, elas marcam épocas e são importantes. O questionamento aqui é sobre o quanto pode ser mais penoso aos nossos filhos, filtrarem tais encantos do que já é para nós adultos, que temos experiência e conseguimos analisar a vida de outras perspectivas.

Talvez você esteja se perguntando o real motivo deste texto e buscando em sua memória atitudes suas que possam estar reforçando o consumismo de seu filho, sem encontrar. Ou então, você está um pouco incomodado porque já havia se dado conta do quão consumista é. De qualquer maneira eu vou dar alguns breves exemplos de comportamento para ilustrar:

  • quando se compra algo para o filho toda vez que se vai a uma loja, shopping e/ou comércio
  • quando ao comprar um presente para alguém o filho escolhe e recebe algo também
  • quando se diz que a criança tem um quarto na casa apenas para os seus brinquedos
  • quando não se ensina o filho a doar algo ao ganhar um presente semelhante

E etc.

Bom, não é necessário ser psicólogo e nem psicoeducado para saber que a necessidade de consumir está relacionada com um grande vazio, que se busca preencher com coisas materias. Eu fiz uma paráfrase de um texto que dizia que ter o carro do ano não lhe dava caminhos e nem lugares para onde ir, e então digo que trocar de celular a cada novidade não preenche o vazio de não ter com quem conversar. Bens materiais são úteis, mas eles devem nos pertencer e não o contrário. Perceba que se há em seu filho algum vazio ele não deve ser preenchido por coisas e sim por afetos e vínculos positivos que podem ser construídos e sempre melhorados por você!

Talita Felipe

Sobre Talita Felipe

Psicóloga escolar e infantil, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental.
CRP 8 n°16669
Centro Integra - Rua Souza Naves 3094 - Cascavel - PR.
Telefone: (45) 9912-6401

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