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Custo x Benefício na compra de roupas

Como promessa feita é divida, cá estou com esse post… Como comentei AQUI, acho que comprar deve ser não só uma questão prazerosa na hora, mas prazerosa depois, ou seja, se estou investindo meu dinheiro em algo, a compra deve valer a pena depois também, trazendo satisfação e não angústias… Comprar por comprar não faz sentido, não acha?

Como já disse, quando a gente fala de roupa, a compra também deve ser benéfica para o bolso e neste caso, o benefício para o bolso está na usabilidade e não só no preço e isso quer dizer que, quanto mais uso uma peça, mais barata e assertiva foi essa compra.

Tá, então quer dizer que a compra deve beneficiar o bolso, mas não no preço?

Sim e não e, explico…

Muitas vezes, no calor da emoção, vemos muito mais o preço do que o valor e usabilidade das coisas, ou seja, nos empolgamos em ver um preço muito baixo e nem nos damos conta de que não usaremos muito aquela peça e, muitas vezes, para chegar naquele valor, a qualidade pode ser muito duvidosa, com acabamento ruim, tecido mais inferior possível e até, escondendo um trabalho escravo atrás daquela produção… Grande parte das vezes, roupas muito baratas não duram muito tempo, fazendo assim, mal para o seu bolso e para o meio ambiente.

Não esqueça que peças mal fabricadas se desgastam mais rapidamente aumentando assim custos com conserto ou mesmo com a compra de uma nova, o que acaba transformando o barato em caro. Por isso, às vezes é melhor investir em alguns itens de alta qualidade, em vez de desperdiçar dinheiro em uma quantidade grande de produtos baratos sem qualidade.

Nem tudo que está barato vale a pena, e nem tudo que está caro é realmente caro e, claro, nem tudo que é caro vale a pena também.

Especificando melhor o custo x benefício…

Se você pensa em comprar um tênis de ótima qualidade que custa R$ 400,00 e sabe que durará pelo menos 3 anos e conseguirá usar em média 2x por semana, vamos fazer uma conta básica:

  • Tênis: R$ 400,00
  • Vida útil: 3 anos
  • Expectativa uso/ano: 96 vezes (8x por mês)
  • Sendo assim: 3 x 96 = 288 usos
  • R$ 400,00 / 288 usos = R$ 1,38 (valor da peça por uso)

É importante lembrar que usei esses números para exemplificar, ou seja, tanto a vida útil quanto à quantidade de usos podem variar pra mais ou pra menos, então, vale a pena pensar bem nisso para conseguir fazer essa conta de forma bem precisa. A principal questão aqui é, se você gastou R$ 400,00 e pagou menos de R$ 2,00 por uso como exemplifiquei, custou barato, certo? Porém, se comprou a “brusinha” por R$ 30,00 e usou somente 2x, ela custou R$ 15,00 por uso, portanto, custou caro, entende?

Para que essa conta faça ainda mais sentido, é preciso analisar algumas questões na hora da compra:

  • A peça tem bom caimento? Serviu certinho?
  • A peça tem um bom tecido, ou seja, mesmo cuidando direitinho evitará pegar bolinhas ou desbotar, furar, etc?
  • A peça combina com você e seu estilo de vida?
  • Você realmente precisa da peça?
  • Combina com as coisas que já tem em seu guarda-roupa? Dá pra fazer ao menos 3 combinações com o que já tem?
  • Você tem algo igual ou parecido?
  • Se sentiu realmente bonita com ela?
  • Você terá que comprar outra peça, calçado ou acessórios para completar o uso?
  • Será que você não está sendo iludido pela propaganda ou promoção?
  • Você pode pagar tranquilamente pelo produto sem se prejudicar futuramente?

Claro que além disso tudo existem outras variáveis que impactam nesse resultado.. Um vestido de festa, um casaco de couro original que usará 5 vezes no ano, mas durará a vida toda e por aí vai, mas isso tem que ser encarado como exceção e não regra, certo?

Outra coisa bem legal pra analisar é.. Peças da moda ou ultramodernas. A moda anda muito volátil, ou seja, super passageira, então, aí vale uma super reflexão… Se sei que no ano que vem não usarei mais a peça, vale a pena pagar muito caro?

Para pensar…

Sei que muita gente sente prazer em comprar e acha que pensar nessas questões acabaria com a graça de tudo… Entendo perfeitamente essa questão, mas também sei que muita gente compra de forma emocional e depois, ao se ver endividada ou até mesmo com o guarda-roupas cheio e perdidas no que usar, ficam angustiadas e até mesmo frustradas, então esse post poderá ajudar.

Se você não quer pensar nessas questões por achar que vai acabar com a graça da compra ou que pensar nisso dá trabalho, ótimo! Mas saiba que no começo isso é meio chato sim, mas depois se torna bem automático e, quanto ao prazer das compras, pensando nisso e colocando em prática, você pode descobrir outros prazeres com o dinheiro que pode economizar fazendo compras mais assertivas.

E outra… Pensar nisso não quer dizer que a pessoa seja “pirada”, mas que ela é consciente de suas escolhas 🙂

Dica de ouro pra sempre…

Se você vai usar muito ou quer que a peça dure bastante, vale a pena investir mais, lembrando que, não adianta pagar caro se o produto não tiver qualidade. Se for usar pouco, procure pagar menos, porém, sempre pensando na procedência desse produto!

E lembre-se também: Preço e valor são coisas bem diferentes! E “pechincha” só vale a pena quando você realmente vai usar a peça.

Super beijo,

Fran Vitorino.

Francielle Vitorino

Sobre Francielle Vitorino

CEO Arquitetando Estilos, Consultora de Imagem com formação em Psicologia e especialização em Análise do Comportamento e Gestão de Pessoas.
Curitiba - PR.

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