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HOMÃO DA PORRA

Homão da Porra: Me parece que esta é a complementação do nome de Rodrigo Hilbert no atual cenário midiático. Mas me permitam, vou tentar desconstruir esse termo para que possa também ser entendido como um conjunto de qualidades que todos deveríamos ter. Todos! Homens e mulheres.

Afora sua beleza, suas virtudes ganharam um destaque que suponho nem ele ter planejado que se tornassem tão desejáveis.

De outro lado, enquanto admiramos seus tantos dotes e potenciais, comentando nas redes sociais com a bunda colada no sofá, ele está lá, fazendo coisas corriqueiras, cuidando de coisas que deveriam ser usuais, exercendo seu papel de “homão da porra”.

O fato é que muitos optam por se diminuir diante das virtudes alheias. É mais cômodo do que levantar e fazer.

Inevitavelmente esse texto vai parecer um puxão de orelha nos homens, mas acreditem, gostaria que entendessem que é também para as mulheres. Serve para você, serve para mim.

Hilbert vai lá, cozinha, elogia, cuida… Muitos de nós (senão a maioria) quer comida pronta, quer receber elogios e ser cuidado. É ai que se encontra a grande diferença!

Esse é o cenário da terrível realidade da identidade humana. Enquanto pouco nos apropriamos da vida íntima caseira e da relação afetiva, o “homão da porra” surge elogiando sua parceira e participando da paternidade, preparando pratos de dar água na boca e fazendo reparos na casa, sem hesitação.

A verdade é que este é um papel que qualquer um deveria desempenhar em sua vida pessoal, se não estivesse se ocupado em outras esferas. Nos dedicamos ao máximo para sermos excelentes profissionais e não sobra fôlego para cuidarmos da vida pessoal. Sentamos em frente à tv, e aguardamos que o outro seja o “homão da porra”.

Trago notícias:

Não tem nada que seja papel de ninguém, e não há nada que justifique o desleixo que colocamos à frente de nossa vidas e relações amorosas.  Negligenciamos a sensibilidade que deveria existir em nossas relações encondendo-a em armaduras emocionais, como se “ser durão” fosse sinônimo de ser homem (ou mulher).

É uma pena forçarmos os nossos companheiros a conviver com nossa “pior versão” só para não dar o braço a torcer. Honestamente, a maioria de nós nem se esforça para ser bom.

Eu mesma sei que sou mediana. Quase sempre espero que os outros sejam o “homão da porra” da relação. Eu espero que as amigas liguem, que o meu companheiro me corteje. Afinal, todos sabem o quanto os quero bem.

Enquanto na verdade, o obvio também deve ser dito.

A ideia não é fazer com que ninguém se sinta depreciado face a tantas qualidades que um “homão da porra” deve ter, mas mostrar que todos podemos – e devemos – ser um.

Não se trata de preparar pratos “gourmetizados”, pois em muitos casos, um sanduíche preparado com amor é muito mais saboroso. Que tal jogar o lixo? Levar a roupa suja no cesto – e por que não, lavá-las? Bilhetinhos e sorrisos também são bem-vindos: demonstrações de respeito e afeto não prescindem luxo.

É isso que o homão da porra faz. Ele se preocupa com a companheira, ele cuida, ele “rega”. Relacionamentos precisam de adubo, tal como flor.

Se listarmos nossas pendências, insuficiências e negligências, será assustador. E nem vem com essa de falta de tempo, dinheiro, tampouco com falta de amor, o problema é falta de empatia mesmo! Até o sol, que é o ‘centro do universo’, irradia luz e calor para todos.

Por favor! Seja sol, seja um homão da porra – pelo seu bem e pelo bem dos seus relacionamentos.

😉

Segue lá: @jannacamposp

Janaina Campos

Sobre Janaina Campos

Advogada.
Campo Largo - PR.

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