Arquitetando Estilos

MADE IN CHINA: o teu M é o meu M?

Como as diferenças de tamanho do vestuário podem variar na hora da compra.

Trabalhar no varejo é uma forma valiosa de conhecer o nosso mercado da moda. Recentemente uma cliente que visitava minha loja me pediu

quero um casaco que não seja made in China.

Aquilo me ascendeu um sinal de alerta sobre a exigência que ela fazia. Fiquei intrigada em saber o que para ela representava algo fabricado na China. Pensei sobre qualidade, trabalho escravo, produto barato e outras coisas, mas na verdade sua preocupação era somente que a peça servisse em seus ombros.

Ela me contou que sempre que provava um casaco que não a servia, impossibilitando seus movimentos nos braços, ela lia a etiqueta. Em geral, eram fabricados na China. Então, ela finalizou dizendo:

jamais um casaco fabricado na China servirá para mim.

Daí em diante tivemos uma conversa amena sobre o assunto. Expliquei que sempre que uma fábrica brasileira, por exemplo, contrata um serviço na China, a empresa deverá passar todas as especificações de seu produto. Ou seja: medidas, corte, espessura de lã, tecido, etc. Assim, o problema não vem do fabricante em questão, mas sim em quão específica está sendo a marca em seus produtos. Comentei que há algum tempo ao vender algumas peças importadas tínhamos um grande problema com modelagem. Hoje muitas destas questões já foram sanadas e adaptadas ao público brasileiro.

Em 1968, a ISO, entidade que coordena padronizações, determinou que as medidas de roupas deveriam ser proporcionais aos biótipos de cada país. Entretanto, nas indústrias de moda brasileiras infelizmente não temos uma padronização de tamanho uma vez que cada fabricante tem a liberdade de aderir a norma ou não. Muitas marcas preferem decidir sobre suas medidas e estabelecem que tamanho de cintura deve ter uma calça 42, por exemplo. Por isso a importância das marcas avaliarem para quem as estão vendendo, quem é seu público, o que eles querem e o porquê.

Sendo assim a peça sendo fabrica por aqui ou na China, vale a regra de ouro: prove. Não tenha medo do provador, nem mesmo preguiça, pois esta será a sua única garantia de sucesso na hora da compra.

Viviane da Paz Carvalho

Sobre Viviane da Paz Carvalho

Consultora de Imagem
Proprietária da loja Costume Urbano

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