Arquitetando Estilos

Não embrulhe o amor.

Outra vez, pertinho do dia mais “apaixonado” do ano, me dei conta de que, de novo, eu ainda não planejei nada, não comprei presente algum e continuo não sentindo remorso por isso (hahaha). Não embrulhei o amor.

Reafirmo que não é falta de amor pela pessoa que vive a meu lado! É tão leve não seguir padrões, não precisar de datas pré definidas para demonstrar afeto e presentear. É genuíno e permite relembrar: O meu amor não tem preço e nem está em uma vitrine.

Não consigo mais visualizar um relacionamento pautado em desesperos por presentes e meros galanteios seguidos por pequenos pacotes vazios de sentimento: “- Comprei porque é dia dos namorados!”

O presente não é mais importante do que o abraço, as flores não são mais interessantes que um cheiro no pescoço, não é legal jantar num restaurante lotado e depois ficar na fila de um motel…Nem que esteja embrulhado num falso romantismo.

E antes que pareça reacionário, adianto que não sou contrária à presentear a pessoa amada no dia dos namorados, eu sou contraria à escravidão material que muitos atrelam à data.

Vai ter uma chuva de casais ostentando jantares e presentes caros e opulentos, mas que, no restante dos dias apenas jogam pra debaixo do tapete uma nuvem de ressentimentos e mágoas para parecer feliz aos olhos da sociedade. Não tem uma conversa aberta, não são sinceros entre si, que não falam o que sentem…

Bem se sabe que a ideia de se comemorar o dia dos namorados surgiu a partir de uma campanha publicitária, onde com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor”, determinada loja distribuiu presentes para centenas de casais. Além de marcar época, a campanha deu início a diversas ações do mesmo gênero e com o tempo a tradição se instaurou, sendo uma das datas mais esperada pelo comércio, “popularizando” o amor.

Tornar o amor popular, faz com que as relações sejam cada vez mais vazias. Mais do que um embrulho, uma data, o amor deveria ser considerado um profundo diálogo de almas, e é muito mais urgente reciclar o amor com valores morais e espirituais do que com os materiais.

Não espere datas predeterminadas para demonstrar afeto. Olhe nos olhos, beije, abrace, dê um cheiro e se, sobrar tempo, presenteie mas pratique o consumo consciente, o amor está na simplicidade.

Em todo caso, antes de presentear, ame! Não embrulhe o amor.

;*

@jannacamposp

Reescrito de : http://www.arquitetandoestilos.com/wp-admin/post.php?post=9879&action=edit

“1 Coríntios 13, 1- 3

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

Janaina Campos

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Advogada.
Campo Largo - PR.

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