Arquitetando Estilos

O que te falta?

Olá queridos leitores! Esta semana recebi de pessoas diferentes um mesmo vídeo da youtuber Jout Jout. Gostei que diversas pessoas se lembraram de mim após assisti-lo, pois o vídeo tem uma pegada bem psicológica e isso me fez perceber o quão a psicologia está interligada à mim e o quão às pessoas tem se preocupando cada vez mais com a saúde mental (é muito amor gente! ).

O tal vídeo (está no final do texto) é sobre o livro nada infantil “A Parte que Falta”, do poeta, músico e ilustrador Shel Silverstein (lançado em fevereiro pela Companhia das Letrinhas), que conta a história de um círculo que buscava incessantemente uma parte que lhe faltava, uma linda metáfora sobre nossas vidas. E é sobre essa falta que resolvi escrever este mês.

A falta é como um “oco”, um “buraco” que temos e tentamos o tempo todo tamponar; seja buscando “coisas”, “situações”, e/ou até mesmo “pessoas”! Possuímos o desejo incessante de preencher esse “vazio”, que muitas vezes nem ao menos sabemos do quê! Na mitologia grega, a mãe de Eros (o desejo) é a Penúria (a falta). Sabiamente, os gregos colocavam a carência como a origem de tudo que desejamos na vida. Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência e de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos. Em outras palavras: é exatamente esta falta (ora por uma “coisa”, ora por outra) que nos move.

Nenhuma satisfação é duradoura: ao contrário, ela é ponto de partida para novos desejos. Pode reparar: assim que tamponamos um buraco, outro se forma. Outra falta, outro “oco”, que também exigirá o seu preenchimento. Assim como uma criança, que se desinteressa pelo brinquedo no dia seguinte que o ganhou, a posse de bens tão desejados não nos torna nem melhores nem mais felizes do que antes. Nada se modifica e, enquanto se espera viver, a vida passa…

Em todo lugar vemos desejos sendo frustrados e impedidos de se realizar, de diversas maneiras. Por toda parte vemos pessoas lutando por eles, e assim eles sempre aparecem como sofrimento. Mas não precisa ser assim, se admitirmos que essa falta jamais será preenchida (com as ilusões do universo material e/ou emocional), podemos amenizar a forma com que nos arremessamos às pessoas e às “coisas”. Dessa maneira, é possível nos contentarmos mais com a vida, e até nos alegrarmos e nos sentirmos gratos com o que já temos.

Talvez, a melhor saída do problema, seja entender que para preencher esse buraco existencial, não é preciso preenchê-lo, mas transcendê-lo; além de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos, bem como desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende.

Se você ainda não assistiu ao vídeo, assiste aí e pense um pouquinho sobre o que tem te movido e sobre o quanto isto está conectado com seus reais valores!

Um beijo e até o próximo mês!

Thays Bonatto.

:*

Posts Aleatórios

Thays BonattoO que te falta?

Related Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *