Arquitetando Estilos

A sensação de Não passar no vestibular

Era 12:05, o resultado saía 12:00. E eu como toda boa pessoa ansiosa estava enrolando enquanto almoçava lenta e pacientemente como eu NUNCA faço.

A mensagem veio instantaneamente da minha tia (A colunista de vinhos Keli Bergamo) e na primeira mensagem eu já sabia o resultado, sem festa, sem animação, apenas um apelido carinhoso sem letras extras: Meu nome não estava na primeira lista.

Vazio.

Não senti absolutamente nada depois da constatação, continuei comendo, respondendo com frases feitas maquinalmente, e quando fui retirar os pratos, comecei a rir, sem motivos, apenas rir. E assim que cheguei ao meu quarto, olhei a lista com meus próprios olhos e liguei para a minha mãe, o choro veio, lágrima por lágrima, desespero, medo, raiva, frustração. Tudo em quinze minutos chorando em frente a uma lista sem meu nome.

O choro passou e comecei a responder as mensagens, não tinha coragem de ligar para mais ninguém, quieta, atendi a porta, fiquei no quarto, conversei com a minha amiga que tinha prestado o mesmo vestibular, fui à piscina e parei de pensar sobre aquilo; foi quando a lista de espera saiu e eu fiquei aliviada por ser uma dentre vários que não entendeu muita coisa. Acho difícil passar, porém o interesse está declarado. À noite, saí para “comemorar a reprovação”. Consegui convencer meu pai a ir ao restaurante japonês que insistia há um mês e na volta o trecho da bíblia que li antes de dormir trazia uma reflexão sobre o orgulho.

Basicamente esse foi meu dia 24/01/2018, o dia em que descobri que não passei em direito no vestibular da UEL, e sinceramente, quando paro para pensar, não acho que foi “o mundo contra mim”. Como minha amiga disse: “Teve  gente que mereceu mais, que estudou mais.” Esse mérito eu não posso tirar. Dezessete anos é uma idade totalmente confusa, em que queremos provar que somos melhores, superiores. Eu tinha capacidade de passar, mas não passei, eu queria passar, eu queria esse orgulho e o baque me ensinou – novamente – que manter os pés no chão é melhor.

Com minha inscrição no cursinho da minha cidade feita, com um novo ano prestes a começar, um ano em que quero ser melhor como filha vestibulanda, como blogueira, como garota mesmo, com uma qualidade de vida melhor, é a hora de seguir em frente e colocar em pauta a frase que eu e minha amiga dividimos: “Tudo tem o seu tempo” e como o blog CONTI outra sabiamente colocou nesse post ” Se algo não acontece como o planejado, significa que o melhor aconteceu”.

Se você, assim como eu, também não passou no vestibular e sente um vazio, como se tivesse fracassado, eu te convido a vir conversar comigo ( minhas redes sociais estão logo aí embaixo). Se não quiser, então apenas pense dessa maneira: Eu estava pronto? Eu tinha chance? Eu não tenho mais nada para aprender nesse momento da minha vida? Responda essas perguntas e levante a cabeça, diferente do que eu pensava há três anos, um ano de cursinho ou dez não mata ninguém, ao contrário, soma conhecimento, soma coisas boas e soma maturidade para, quando chegar o momento de ir, você ter certeza que viverá uma experiência inesquecível.

A propósito, a maior parte das pessoas que eu conheço, que hoje são profissionais maravilhosos, para não falar outra coisa, passou por um ou dois anos de cursinho. Até lá, nos vemos de novo, aqui, e o ano todo, vamos começar Janeiro com o pé na frente, sabendo que somos melhores que os baques que a vida dá e que, aprendendo com eles, vamos muito mais longe. Foco em 2018.

 

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